A família é imagem viva de Deus, que é comunhão de amor entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O amor conjugal e familiar é visto como reflexo do amor Trinitário, a imitação do amor desta comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Amores Laetitia).
A principal missão do Ministério para as Famílias é levar o batismo no Espírito Santo e suas consequências para as famílias.
Este “Fogo Sagrado” é capaz de levar a família a viver como salva, a ser um santuário de Deus, tornar-se lugar de santidade, de amor, de forjar o caráter, de reconciliação, de instrumento de cura e canal de comunhão, lugar onde o Senhor nos molda, nos ensina a amar genuinamente e a servir.
No Grupo de Oração, o Ministério para as Famílias (MPF) recebe esse chamado missionário e cuidador. Isso significa ser um braço de amor para cuidar das famílias, resgatá-las e fortalecê-las, a partir de uma experiência com o Senhor, o Batizador. Ele continua indo ao encontro das famílias em suas casas, nas ruas, nas praças, nos hospitais, nas escolas, na Igreja, no Grupo de Oração, e levando-as a experienciarem o batismo no Espírito Santo.
Nesse sentido, o Ministério para as Famílias é chamado a servir a partir do Grupo de Oração e a atuar como um braço missionário dentro do Movimento Eclesial da Renovação Carismática Católica, sendo instrumento de ir, alcançar e trazer as famílias ao batismo no Espírito Santo e, por consequência, ao Grupo de Oração, lugar do “Fogo Sagrado”.
Ir, Alcançar e Trazer significa devolver às pessoas a dignidade de viver como batizados no Espírito Santo de Deus, viver como filhos de Deus, viver como salvos. Para que se cumpra o que está nas Escrituras, em Atos dos Apóstolos 2,17-19: “Acontecerá nos últimos dias – é Deus quem fala – que derramarei do meu Espírito sobre todo ser vivo: profetizarão os vossos filhos e as vossas filhas. Os vossos jovens terão visões, e os vossos anciões sonharão. Sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei naqueles dias do meu Espírito e profetizarão”.
O campo de missão do Ministério para as Famílias envolve, então, cuidar, evangelizar e pastorear as famílias, dos servos e dos que não participam do Grupo de Oração, e alcançar a família daqueles que não tiveram a oportunidade de conhecer Jesus Cristo. Essa missão envolve 3 ações:
1 - Ir
É sentir o ardor missionário e deixar-se impulsionar por este ardor, ser dócil à vontade do Espírito que nos chama. Ele, o próprio Espírito, nos impulsiona a sermos portadores de Cristo, confiantes de que é o Senhor quem nos escolheu, conforme o Evangelho de João 15,16-17: “Não foste vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constitui para que vades, produzais frutos, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituo, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros”.
Conforme a Exortação Apostólica Amores Laetitia, 21 e 22, “o próprio Jesus nasce em uma família modesta, que às pressas tem de fugir para uma terra estrangeira. Entra na casa de Pedro, onde a sua sogra está doente (cf. Mc 1, 29-31), deixa-se envolver no drama da morte na casa de Jairo ou no lar de Lázaro (cf. Mc 5, 22-24.35-43; Jo 11, 1-44), ouve o pranto desesperado da viúva de Naim pelo seu filho morto (cf. Lc 7, 11-15); atende o grito do pai do epiléptico numa pequena povoação rural (cf. Mc 9, 17-27). Encontra-se com publicanos, como Mateus ou Zaqueu, nas suas próprias casas (cf. Mt 9, 9-13; Lc 19, 1-10), e, também, com pecadoras, como a mulher que invade a casa do fariseu (cf. Lc 7, 36-50). Conhece as ansiedades e as tensões das famílias, inserindo-as nas suas parábolas: desde filhos que deixam a própria casa para tentar alguma aventura (cf. Lc 15, 11-32) até filhos difíceis com comportamentos inexplicáveis (cf. Mt 21, 28-31) ou vítimas da violência (cf. Mc 12, 1-9). Interessa-se ainda pela situação embaraçosa que se vive em matrimônios pela falta de vinho (cf. Jo 2, 1-10) ou pela recusa dos convidados a participar nelas (cf. Mt 22, 1-10), e conhece também o pesadelo que representa a perda de uma moeda em uma família pobre (cf. Lc 15, 8-10). Nesta breve resenha, podemos comprovar que a Palavra de Deus não se apresenta como uma sequência de teses abstratas, mas como uma companheira de viagem, mesmo para as famílias que estão em crise ou imersas em alguma tribulação, mostrando-lhes a meta do caminho, quando Deus ‘enxugar todas as lágrimas dos seus olhos, e não haverá mais morte, nem luto, nem pranto, nem dor’ (Ap 21, 4)”.
O Senhor continua, através do nosso “SIM” genuíno, a visitar as famílias de maneira personalizada e, apesar de não precisar, o Senhor quer contar conosco.
2 - Alcançar
É preciso alcançar todas as famílias: os “casos especiais”, famílias com algum membro neurodivergente ou com algum portador de deficiência, os que se divorciaram, aqueles que exercem a maternidade ou paternidade sozinhos, os anciãos, os viúvos, os órfãos, enfim, alcançar além dos casais.
Além disso, o servir do MPF precisa alcançar a família dos servos, dos que participam ou não de Grupos de Oração, daqueles que ainda não viveram uma experiência com o Senhor. Este alcance missionário ocorre através de ações evangelizadoras discernidas pelo Núcleo de Serviço do Grupo de Oração, a partir do discernimento e comunhão com as instâncias locais da RCC e da Igreja. Alguns exemplos de ações missionárias possíveis:
· Visitas de “Consagração dos Lares”;
· Visitas de pastoreio na casa dos servos;
· Visitas de “Evangelização dos Lares”;
· Visitas de atendimento em locais estratégicos, como: escolas, hospitais, encontros, condomínios, asilos, universidades, enfim, onde o Espírito Santo suscitar, a partir do discernimento do Núcleo de Serviço e da devida unidade com a Igreja local;
· Encontros (noites, tardes, dias) para as famílias.
3 - Trazer
A missão de todo Ministério da RCC nasce no Grupo de Oração e a sua missão ocorre a partir deste. Com isso, toda missão precisa voltar-se para o Grupo de Oração, ou seja, trazer estas famílias alcançadas na missão para que possam viver semanalmente a experiência do Pentecostes Pessoal e, assim, serem curadas, resgatadas, protegidas, restauradas, libertas, amadas, fortalecidas a partir da experiência do batismo no Espírito Santo e suas consequências.
Portanto, a missão não termina no ministério, mas continua no Grupo de Oração, afinal, lá é lugar de famílias resgatadas através do “Fogo Sagrado”.