Romanos 5, 1-5

Fé é a certeza daquilo que esperamos. Como citou o Cardeal Robert Sarah: “Fé é um sim dado a Deus”. E é essa resposta que nos justifica e santifica, tornando-nos dignos de salvação. É nessa certeza que reside o nosso júbilo, que mesmo apesar das tribulações da vida nos confere satisfação e felicidade duradouras, além da paz que excede todo o entendimento (Filipenses 4, 7a), a qual é superior a qualquer compreensão humana, pois não está ligada a ausência de conflitos, mas a uma relação íntima e profunda com Deus. 

A partir deste ponto, somos chamados a uma vida de verdadeiro júbilo, de experimentar a alegria que vem do próprio Deus. Apesar das muitas dificuldades e ataques enfrentados pelos desafios da vida, nossas famílias precisam reconhecer que o júbilo é uma das formas mais belas de gratidão a Deus. São Paulo vem nos exortar: 

“Vivei sempre contentes. Orai sem cessar. Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo.”

1Tessalonicenses 5, 16-18

Vivemos numa sociedade triste, pois o mundo tem contado falsas verdades sobre a alegria de ser família em Deus. Atualmente, a família é vista como um ideal ultrapassado ou até mesmo sem valor, onde as pessoas enxergam somente as dificuldades e renúncias que a responsabilidade de assumir uma família traz, e esquecem de contemplar a graça de Deus derramada no cotidiano. Somos influenciados a viver uma vida egoísta, a lutar apenas por nossos ideais e causas próprias, onde a grande maioria busca um lugar de destaque na sociedade e uma “vida bem-sucedida”, em detrimento – muitas vezes – da vida desde a concepção até a velhice e das bênçãos em encontrar a felicidade em cada momento.

Desta forma, mesmo em meio às tempestades, é tempo de júbilo em nossa vida. A virtude teologal da esperança nos comunica a verdadeira alegria de que não seremos decepcionados, pois a graça de Pentecostes está sobre nós. O Catecismo da Igreja Católica, no Parágrafo 1818, vem nos dizer: 

“A virtude da esperança corresponde ao desejo de felicidade que Deus colocou no coração de todo homem. Assume as esperanças que inspiram as atividades dos homens, purifica-as e ordena-as para o Reino dos céus. Protege contra o desânimo, sustenta no abatimento, dilata o coração na expectativa da bem-aventurança eterna. O ânimo que a esperança dá preserva do egoísmo e conduz à felicidade da caridade.” 

CIC 1818

Que as nossas famílias tomem posse desta graça e rejubilem sempre de alegria no Senhor.

ONDE TEM FAMÍLIA, TEM ALEGRIA! 

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João Rodolfo e Adna

Grupo de Oração Grão de Mostarda – Macaíba/RN

Coordenadores Ministério para as Famílias RN