Na oração do Angelus deste domingo, 15 de março, na Praça de São Pedro, o Papa Leão XIV refletiu sobre o Evangelho do dia, que narra a cura do homem cego de nascença (Jo 9,1-41). Em sua reflexão, o Pontífice destacou que Cristo é a Luz que ilumina a humanidade e abre os olhos do coração para a verdade, para Deus e para os irmãos.
De acordo com o Santo Padre, desde o Antigo Testamento, os profetas anunciavam que o Messias viria para abrir os olhos dos cegos. Segundo ele, Jesus realiza essa promessa ao revelar-se como “a luz do mundo”, capaz de tirar a humanidade das trevas.
“O Evangelho mostra que, ao entrar em contato com Cristo, os olhos se abrem”, afirmou o Papa. Para ele, a cura do cego de nascença revela o mistério da salvação: a humanidade, incapaz de compreender plenamente o sentido da vida por si mesma, recebe em Jesus uma nova luz.
Durante a reflexão, o Sucessor de Pedro, também destacou que a fé cristã não é um “salto no escuro” nem uma renúncia à razão, como muitas vezes se pensa. “A fé não é um ato cego, um abandono da razão ou um refúgio numa espécie de certeza religiosa que nos faça desviar o olhar do mundo”, afirmou. “Pelo contrário, a fé ajuda-nos a ver as coisas ‘como o próprio Jesus as vê, com os Seus próprios olhos”.
O Papa também alertou para a necessidade de uma fé vigilante e comprometida com a realidade. Diante das atuais situações de injustiça, violência e sofrimento, os cristãos são chamados a deixar-se iluminar pelo Evangelho e a agir em favor da paz, da justiça e da solidariedade.
Ao concluir a reflexão, o Papa Leão XIV convidou os fiéis a confiarem à intercessão da Virgem Maria o pedido para que a Luz de Cristo abra os olhos do coração, tornando os cristãos testemunhas do Evangelho com simplicidade e coragem.