Na manhã desta quarta-feira, 25 de março de 2026, o Papa Leão XIV deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre os documentos do Concílio Vaticano II, a partir do ensinamento da Lumen Gentium, capítulo III. Diante de milhares de fiéis, o Pontífice aprofundou o tema da dimensão hierárquica da Igreja, reforçando que não se trata de uma organização meramente funcional, mas uma instituição divina voltada ao serviço e à santificação.

O Santo Padre explicou que a Igreja encontra seu alicerce nos Apóstolos, escolhidos por Jesus como “colunas vivas do seu Corpo místico”. Segundo o Pontífice, a sucessão apostólica garante que o ensinamento de Cristo seja preservado fielmente e transmitido através dos séculos até o Seu retorno. “A Igreja possui uma dimensão hierárquica que age no serviço da unidade, da missão e da santificação de todos os membros”, afirmou o Papa.

Um dos pontos centrais da catequese foi a desmistificação da hierarquia da Igreja. Citando o capítulo III da Lumen Gentium, Leão XIV explicou que a estrutura hierárquica da Igreja está intimamente ligada à continuidade da missão confiada por Cristo aos Apóstolos. “A estrutura hierárquica não é uma construção humana, funcional à organização interna da Igreja como corpo social, mas uma instituição divina destinada a perpetuar a missão dada por Cristo aos Apóstolos”.

O Papa também abordou a relação entre o sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial, lembrando que ambos participam do único sacerdócio de Cristo. Ele destacou que os ministros ordenados recebem tarefas que os colocam ao serviço de todo o Povo de Deus para que alcancem a salvação. “A hierarquia existe em função do serviço, e não do poder”, ressaltou Leão XIV, recordando que a missão apostólica é uma verdadeira “diaconia”. O adjetivo “hierárquica”, segundo o Papa, indica a origem sagrada deste ministério na ação de Jesus, o Bom Pastor, e nasce da caridade de Cristo para garantir a transmissão fecunda da fé.

Ao encerrar sua reflexão, o Santo Padre fez um apelo aos fiéis para que rezem pelas vocações e pelos atuais ministros da Igreja. O Pontífice pediu orações para que o Senhor envie “ministros que sejam ardentes de caridade evangélica, dedicados ao bem de todos os batizados, e missionários intrépidos em todas as partes do mundo”.