Rede Nacional de Intercessão: O Processo Formativo no Ministério de Intercessão (Parte 2)

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Olha por ti e pela instrução dos outros. E persevera nestas coisas. Se isto fizeres, salvar-te-ás a ti mesmo e aos que te ouvirem. (1 Tm 4,16).

 

Dando continuidade as orientações sobre o processo formativo no Ministério de Intercessão, cabe ainda ressaltar que existe diferença entre ministrar intercessão e formar intercessores.

Ministrar intercessão é interceder, é colocar-se diante d’Aquele que tudo pode para apresentar as situações em uma atitude de escuta do que Deus deseja revelar para sermos vencedores nessas situações. E formar intercessores significa preparar, orientar, ensinar outros a ministrarem a intercessão.

É necessário investir em uma boa formação dos intercessores e para isso, é preciso planejamento e empenho de todos que compõem o núcleo de formação da Intercessão nos estados e nas dioceses, pois formar significa alinhar, por em ordem, dar forma. Assim sendo,para implantar aEscola Permanente de Formação de Intercessores(EPFI), o núcleo de formação precisa organizar o planejamento anual que consiste nas seguintes ações: definir datas da reunião do núcleo de formação, selecionar as regiões ou cidades que serão contempladas com a EPFI, fazer o calendário com datas de todos os encontros da escola, fazer uma ficha de cadastro que contenha (dados pessoais, o processo formativo da RCC e outras informações necessárias para reconhecimento da necessidade do intercessor), fazer ficha presença, cronograma da EPFI e adquirir as apostilas.

O planejamento é uma ação fundamental que deve anteceder a implantação da EPFI e contribui para o bom funcionamento da escola. Temos que estar cientes que não formamos qualquer intercessor, mas aquele segundo o coração de Deus, e isso exige preparação, pois não podemos formar de qualquer maneira. É preciso também formar pela oração e escuta, pelo estudo, não no improviso, de qualquer maneira, mas com zelo e sempre abertos aos carismas que constituem um dos pilares de nossa identidade, pois somos Renovação Carismática Católica, por isso, o intercessor-formador além de ministrar os ensinos das apostilas dos módulos formativos do Ministério de Intercessão, precisa fazer uso de algumas ferramentas para o desenvolvimento da formação.

Entre elas, a  escuta profética: o formador não conhece a totalidade das necessidades e da história dos participantes da escola. O direcionamento para o encontro será dado ao nos colocarmos em posição humilde e escuta para ouvir o que o Senhor deseja revelar sobre o grupo de intercessores que será formado. Humildade, pois o povo é de Deus. Humildade para fazer o que o Senhor disser. Conforme a escuta, iremos ficar atentos na preparação dos ensinos para trabalhar também reflexões e momentos de oração, de acordo com o que o Senhor nos disser.

Também, a manifestação dos carismas: os carismas devem acompanhar todas as ações da nossa vida, por isso também precisam ser exercitados na EPFI. A prática dos carismas deve estar presente em nossa oração, no exercício do Ministério de Intercessão e na formação que vamos ministrar.

As moções proféticas dadas pelo Senhor ao Movimento também devem ser acrescidas aos ensinos da apostila, com discernimento, a partir do contexto de cada ensino. Deus dá direcionamentos para o Ministério de Intercessão e para o nosso Movimento de tempos em tempos, e, esses direcionamentos nos chegam através do Encontro Nacional de Formação (ENF); pela partilha da Escuta do Conselho Nacional da RCCBRASIL, do CONCCLAT (Conselho Carismático Católico Latino-americano) e do ICCRS (Serviço Internacional da Renovação Carismática Católica). Os direcionamentos e as moções de Deus precisam ser acolhidos e repassados.

As dinâmicas: auxiliam na assimilação do conteúdo por isso não podem ficar em segundo plano, para o acaso de “se der tempo”, assim como os ensinos as dinâmicas devem ser preparadas com zelo. As dinâmicas podem ser práticas ou reflexivas. A aplicação de oficinas, dinâmicas e atividades em grupo durante a EPFIenriquecem o ensino e reforçam o aprendizado.

A oração: a oração nos leva a intimidade com Deus e por isso a oração sempre deve estar presente em nossos encontros na EPFI. Formação não exclui oração. Após o ensino, deve-se fazer momento de oração com os intercessores conforme o que foi trabalhado.

 A roteirização:é a ferramenta que possibilita traçar um plano de trabalho, onde as ideias e conceitos conhecidos, lidos ou ouvidos possam ser organizados, sistematizados, concatenados de forma didática e sequencial. É o ROTEIRO, que tem a finalidade de auxiliar no pleno entendimento do que se deseja ensinar.

A verbalização: é falar em público aquilo que queremos transmitir provocando uma reação em quem está ouvindo. É muito importante trabalhar bem essa técnica, pois se houver qualquer interferência, seja na transmissão, seja na recepção, o que Deus preparou pode não acontecer em sua totalidade. A verbalização auxilia-nos na tarefa de formar os intercessores, tornando os ensinos mais dinâmicos e eficazes.

O intercessor que formamos deve não só saber conteúdos e práticas, mas possuir um objetivo claro que é salvar almas, ter visão ampliada do chamado em servir no Ministério de Intercessão e estar em processo contínuo de conversão, pois, intercessores sem o conhecimento adequado, sem a devida preparação podem ficar cansados, abatidos, fora dos postos, fora do plano original (exercendo função que não é sua), orando somente por si, indispostos para missão, ministrando de qualquer jeito a intercessão, e sem atingir o objetivo principal do Ministério que é salvar almas para Deus.

É imprescindível que formemos intercessores que compreendam o seu papel no plano de Deus,que conheçaquem os chamou e enviou.Saber quem nos chamou e enviou, e qual minha missão específica me faz prosseguir, mesmo em meio às dificuldades, faz-me querer ser fiel ao que foi proposto pelo Senhor.

O processo formativo é um lindo caminho que deve ser trilhado por todos os intercessores que participam dos Grupos de Oração da RCC. Acreditamos que o forjamento de cada combatente através da EPFIajudará cada intercessor a valer-se da autoridade espiritual em favor de outros.  Mãos à obra! Marchemos com confiança. O Senhor marcha à nossa frente. "Isto é uma ordem: sê firme e corajoso. Não te atemorizes, não tenhas medo, porque o Senhor está contigo em qualquer parte para onde fores." (Js 1,9).

Deus os abençoe!

 

Núcleo Nacional do Ministério de Intercessão

 

INTENÇÕES PARA ESTE MÊS

1. Pela Santa Igreja, pelo Santo Padre, o Papa Francisco, pelos Bispos, pelos Sacerdotes, Diáconos, Religiosos (as) e pelos Seminaristas;

2. Pelo ICCRS (Serviço Internacional da Renovação Carismática Católica) e seus membros;

3. Pelo CONCCLAT (Conselho Católico Carismático Latino Americano) e seus membros;

4. Pela Presidência do Conselho Nacional, Katia Roldi Zavaris e sua família, e todos os membros do Conselho Nacional;

5. Pelas reuniões dos Conselhos Estaduais e Diocesanos;

6. Por todos os Grupos de Oração do Brasil;

7. Por todos os Ministérios da RCC em nível nacional, estadual, diocesano e de Grupo de Oração;

8. Pelas necessidades espirituais e financeiras dos escritórios diocesanos, estaduais e nacional da RCC;

9. Pela casa de missão da RCCBRASIL no Marajó e pelos missionários e missionárias;

10. Pela construção da Sede Nacional da RCC do Brasil e pelos seus colaboradores;

11. Pelos eventos de evangelização da RCC no Brasil;

12. Pelos Congressos Estaduais do mês de setembro, dias 01 a 03 em Rondônia; dias 08 a 10 no Acre, Amapá e Paraná; dias 15 a 17 em São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina; dias 30 a 01/10 no Espirito Santo;

13. Pelo encontro da equipe Nacional do Ministério para as Crianças, de 07 a 10 de setembro, em São Paulo;

14. Pela missão de Gilberto Gomes Barbosa à frente da Presidência Internacional da Fraternidade Católica – FRATER (Novas Comunidades);

15. Pela missão de Aluísio Nóbrega à frente da Presidência Nacional da Fraternidade Católica;

16. Pela situação política, econômica e moral em nosso País;

17. Para que cesse a violência no Brasil e no mundo;

18. Pela erradicação dos vírus causadores da Febre Amarela, Dengue, Zika e Cikungunya.


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